A história de Pitchula

30 Jan 2008

A história de Pitchula

Relato do Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba:

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Como Pitchula foi encontrada

O proprietário da Alarm Dog, empresa de locação de cães, será julgado no dia 31 de março  pelos maus-tratos cometidos contra uma pitbul locada na Vila Hauer. A “cão de guarda” foi resgatada pela Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC) no dia 26 de dezembro, após ser atacada, no dia 22, por dois cães – um mestiço de rotwailler e uma vira-lata de grande porte – com os quais dividia o serviço de “vigilância”.  Vizinhos do local entraram em contato com a Alarm Dog, porém a empresa não prestou atendimento algum à cachorra, que estava com bicheira avançada, rosto inchado e necrosando e não conseguia abrir os olhos.

Junto com os 3 cães foram encontrados duas ninhadas, uma da Pitbul e outra da vira lata. Antes que os voluntários da SPAC entrassem no local, um tratador da Alarm Dog colocou os filhotes num saco de ração. Acompanhados de autoridades da Delegacia de Proteção do Meio Ambiente (DPAM), os voluntários da SPAC conseguiram retirar a pitbul e três filhotes, sendo que um não resistiu e morreu após chegar à entidade. Todos foram examinados e atendidos por veterinárias. Enquanto se recuperava, Pitchula “Vitória”, como atualmente é chamada pelos voluntários que cuidam dela, adotou sete filhotes recém nascidos que foram abandonados na porta da SPAC.

Pitchula está com a saúde totalmente recuperada, porém as marcas da violência que sofreu ficarão para sempre. A pitbul perdeu partes do rosto e o restante ficou com cicatrizes profundas. A SPAC não teve informações do que houve com o mestiço de Rotwailler e com a vira-latas e sua ninhada, pois quando voltou ao local, não restava mais nenhum.

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jornale.com.br/zebeto

 

Várias causas…

Embora ainda muitas pessoas olhem com desdém para causas como a protecção de animais alegando que “animais…com tanta criança a passar fome…”, é verdade que infelizmente existe muitas crianças e idosos a passar necessidade e todas as causas são úteis, umas com maior importância, outras com menor, mas ambas necessárias à sociedade.

Relembro que muitas pessoas têm acidentes nas estradas devido ao apareçimento de animais errantes no seu trajecto.

 Animais abandonados ao fim de algum tempo ficam doentes e até agressivos devido à fome que sentem, sabe-se de casos em que formam matilhas e procuram fontes de alimento junto de rebanhos ou até atacando pessoas.

O principal objectivo da maioria das associações é a protecção desses animais mas também o seu resgate da via pública e aí sim talvez sejamos considerados úteis para quem acha que esta causa é inútil.

A sociedade também tem o dever de contribuir para que essas situações não se sucedam, o abandono é punido por lei mas no entanto muitos continuam a fazê-lo…eu deixo aqui uma ideia, em vez de criticarem ajudem e façam algo para minimizar estes problemas, porque falar e não agir, de nada vale.

Carla Martins

APAC presente nas Festa das Adiafas no Cadaval

A Apac estará presente entre o dia 11 a 19 de Outubro na festa das adiafas que se realizará no Cadaval.

Iremos ter um espaço de forma a divulgarmos a associação á população em geral, com quermesse, folhetos informativos, artigos para venda e muito mais. As receitas reverterão a favor  deste projecto.

Contamos com a sua visita…

Onde fazer denúncias de maus tratos a animais e outros…

O SEPNA

pets, pet supplies
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Trata-se da sigla que designa o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente, que segue as seguintes acções :

  • protecção dos suportes naturais: solo, água e atmosfera
  • A protecção das espécies vivas, tanto em território nacional como na entrada e saída do mesmo
  • A prevenção da contaminação do meio natural, através da vigilância e controlo das actividades potencialmente degradantes, e a verificação dos níveis de contaminação
  • A repressão de condutas ilícitas contra a natureza e ambiente, nomeadamente violações graves e irreparáveis
  • A averiguação das infracções cometidas, a prática das pesquisas necessárias para a sua comprovação e a descoberta dos seus autores.

Esta entidade louvávelmente criada para evitar os abusos do ambiente  é parte integrante  da  Guarda Nacional Republicana e permite  contactamos directamente as autoridades que poderão agir em casos de abandono, maus tratos e abusos contra os animais ou a natureza.

Para contactar com o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da Guarda Nacional Republicana (SEPNA), pode efectuá-lo através do  213 217 000. Este é o número de telefone central do SEPNA, em Lisboa, a partir do qual lhe podem dar os contactos da Equipa do SEPNA da GNR mais próxima da área em que a situação de envenenamento de animais se coloca, à qual caberá deslocar-se ao local. Existem Equipas do SEPNA em  diversos Destacamentos da GNR em todo o país. Se for impossível ter a presença de uma Equipa do SEPNA, contacte o posto ou esquadra da GNR ou da PSP da área, autoridades às quais caberá intervir.

 

    Comando-Geral da Guarda Nacional Republicana
    SEPNA – 3ª Repartição

    Largo do Carmo
    1200 – 092 Lisboa
    Tel : 21 3217000
    Fax: 21 3217153
    Email: sepna@gnr.pt 

 

A matança das Focas…vergonha em pleno Séc. XXI

copyright AP Sobrevivente

Uma foca olha os corpos de outros animais mortos no primeiro dia da temporada de caça no Canadá. Outros países já se manifestaram contra a prática. O México acabou de aprovar uma legislação condenando a caça a focas. O governo belga está considerando a adoção de leis que proíbam a importação de produtos resultantes da caça desses animais.

Protecção aos animais…Informações

Lei n.º 92/95

DATA : Terça-feira, 12 de Setembro de 1995
NÚMERO : 211/95 SÉRIE I-A

EMISSOR : Assembleia da República

SUMÁRIO : Protecção aos animais

Texto:

A Assembleia da República decreta, nos termos dos artigos 164.º, alínea d), e 169.º, n.º 3, da Constituição, o seguinte:

CAPÍTULO I
Princípios gerais

Artigo 1.º
Medidas gerais de protecção

1 – São proibidas todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes em, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal.

2 – Os animais doentes, feridos ou em perigo devem, na medida do possível, ser socorridos.

3 – São também proibidos os actos consistentes em:

a) Exigir a um animal, em casos que não sejam de emergência, esforços ou actuações que, em virtude da sua condição, ele seja obviamente incapaz de realizar ou que estejam obviamente para além das suas possibilidades;

b) Utilizar chicotes com nós, aguilhões com mais de 5 mm, ou outros instrumentos perfurantes, na condução de animais, com excepção dos usados na arte equestre e nas touradas autorizadas por lei;

c) Adquirir ou dispor de um animal enfraquecido, doente, gasto ou idoso, que tenha vivido num ambiente doméstico, numa instalação comercial ou industrial ou outra, sob protecção e cuidados humanos, para qualquer fim que não seja o do seu tratamento e recuperação ou, no caso disso, a administração de uma morte imediata e condigna;

d) Abandonar intencionalmente na via pública animais que tenham sido mantidos sob cuidado e protecção humanas, num ambiente doméstico ou numa instalação comercial ou industrial;

e) Utilizar animais para fins didácticos, de treino, filmagens, exibições, publicidade ou actividades semelhantes, na medida em que daí resultem para eles dor ou sofrimentos consideráveis, salvo experiência científica de comprovada necessidade;

f) Utilizar animais em treinos particularmente difíceis ou em experiências ou divertimentos consistentes em confrontar mortalmente animais uns contra os outros, salvo na prática da caça.

4 – As espécies de animais em perigo de extinção serão objecto de medidas de protecção, nomeadamente para preservação dos ecossistemas em que se enquadram.

CAPÍTULO II
Comércio e espectáculos com animais

Artigo 2.º
Licença municipal

Sem prejuízo do disposto no capítulo III quanto aos animais de companhia, qualquer pessoa física ou colectiva que explore o comércio de animais, que guarde animais mediante uma remuneração, que os crie para fins comerciais, que os alugue, que se sirva de animais para fins de transporte, que os exponha ou que os exiba com um fim comercial só poderá fazê-lo mediante autorização municipal, a qual só poderá ser concedida desde que os serviços municipais verifiquem que as condições previstas na lei destinadas a assegurar o bem-estar e a sanidade dos animais serão cumpridas.

Artigo 3.º
Outras autorizações

1 – Qualquer pessoa física ou colectiva que utilize animais para fins de espectáculo comercial não o poderá fazer sem prévia autorização da entidade ou entidades competentes (Direcção-Geral dos Espectáculos e município respectivo).

2 – As touradas são autorizadas nos termos regulamentados.

Artigo 4.º
Proibição de utilização de animais feridos

Os vertebrados que exibam feridas aparentemente provocadas por acções contrárias à legislação sobre a protecção aos animais podem ser proibidos de entrar em território nacional, bem como nos circuitos comerciais, no caso de a sobrevivência dos animais em questão só ser possível mediante sofrimento considerável, devendo neste caso os animais ser abatidos.

CAPÍTULO III
Eliminação e identificação de animais pelas câmaras municipais

Artigo 5.º
Animais errantes

1 – Nos concelhos em que o número dos animais errantes constituir um problema, as câmaras municipais poderão reduzir o seu número desde que o façam segundo métodos que não causem dores ou sofrimentos evitáveis.

2 – Estas medidas deverão implicar que, se esses animais tiverem de ser capturados, isso seja feito com o mínimo de sofrimento físico ou psíquico, tendo em consideração a natureza animal, e, bem assim, que, no caso de os animais capturados deverem ser detidos ou mortos, tal seja feito em conformidade com métodos não cruéis.

Artigo 6.º
Reprodução planificada

As câmaras municipais deverão:

1) Aconselhar os donos dos animais a reduzir a reprodução não planificada de cães e gatos, promovendo a sua esterilização quando tal se revele aconselhável;

2) Encorajar as pessoas que encontrem cães ou gatos errantes a assinalá-los aos serviços municipais.

Artigo 7.º
Transportes públicos

Salvo motivo atendível – designadamente como a perigosidade, o estado de saúde ou de higiene – os responsáveis por transportes públicos não poderão recusar o transporte de animais de companhia, desde que devidamente acompanhados e acondicionados.

Artigo 8.º
Definição

Para os efeitos desta lei considera-se «animal de companhia» qualquer animal detido ou destinado a ser detido pelo homem, designadamente no seu lar, para o seu prazer e como companhia.

Artigo 9.º
Sanções

As sanções por infracção à presente lei serão objecto de lei especial.

Artigo 10.º
Associações zoófilas

As associações zoófilas legalmente constituídas têm legitimidade para requer a todas as autoridades e tribunais as medidas preventivas e urgentes necessárias e adequadas para evitar violações em curso ou iminentes.

Estas organizações poderão constituir-se assistentes em todos os processos originados ou relacionados com a violação da presente lei e ficam dispensadas de pagamento de custas e imposto de justiça.

Aprovada em 21 de Junho de 1995.

O Presidente da Assembleia da República, António Moreira Barbosa de Melo.

Promulgada em 24 de Agosto de 1995.

Publique-se.

O Presidente da República, MÁRIO SOARES.

Referendada em 29 de Agosto de 1995.

O Primeiro-Ministro, Aníbal António Cavaco Silva.

Para efeitos legais não dispensa a consulta do original em http://www.dre.pt